Autismo: Principais Características

Compreendendo o TEA

Thais de Souza Sottili

10/17/20252 min read

O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é baseado nos critérios estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição, texto revisado (DSM- 5-TR), da APA (2022).

Se destaca por ser um transtorno do neurodesenvolvimento, precisando estar presente desde a infância, mesmo que não sejam totalmente evidentes até que as demandas sociais excedam as capacidades do indivíduo ou estrutura de suporte diminuam. As características do autismo são de natureza heterogênea, com diferentes graus de gravidade, variando de 1 a 3, que se baseiam no grau de apoio necessário para atender a demanda do ambiente. O autismo se manifesta através dos seguintes sintomas:

1. Déficits persistentes na comunicação social e interação social: Dificuldades na reciprocidade social, comunicação não verbal, desenvolvimento e manutenção de relacionamentos.

2. Comportamentos restritos e repetitivos: A presença de padrões de comportamento, interessses ou atividades restritos e repetitivos é outro critério fundamental, Mode se manifestar em estereotipias motoras, insistência na manutenção da mesmice, inflexibilidade cognitiva, alterações sensoriais e fixações intensas em objetos.

O conceito de autismo tem suas raízes na década de 1940, tendo o seu entendimento evoluído significativamente ao longo das décadas, com revisões e ampliações do diagnóstico.
O autismo ainda é prevalentemente mais diagnostico em meninos, como uma proporção que varia de 3:1 a 4:1, com estudos apontando um aumento significativo na prevalência do autismo ao longo do tempo, devido a contribuição de fatores ambientais, mudanças no critério diagnósticos e maior conscientização público.

Os fatores de risco são importantes para uma identificar elementos que podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno. Os principais fatores atuais são:

  1. Genético: Evidências substanciais apontam uma forte base genética do autismo. Contribuções poligênicas, mutações e variações no número de cópias de genes têm sido identificados como fatores genéticos importantes.

  2. Idade Parental Avançada: A idade avançada dos pais (homens acima de 35 anos) pode estar associado a um risco aumentado de autismo.

  3. Complicações perinatais: Fatores como prematuridade, baixo peso ao nascer e asfixia perinatal podem impactar o desenvolvimento cerebral e a vulnerabilidade ao transtorno.

  4. Exposição a agentes ambientais: Poluentes atomosféricos, pesticidas e alguns medicamentos, tem sido objeto de estudo como possível fator de risco.

  5. Eventos obstétricos adversos: Hemorragias durante gravidez e distúrbios hipertensivos podem afetar o ambiente uterino, influenciando o desenvolvimento fetal, sendo associado a um risco aumentado de autismo.

  6. Estado materno de saúde mental: Inflamação materna, desregulação do eixo hipotálamo-hipógerese adrenal e exposição fetal a níveis elevados de cortisol podem influenciar o neurodesenvolvimento.